Curitiba paga mais de R$ 3 milhões por mês para enterrar o lixo na Fazenda Rio Grande. Atualmente o município vizinho cobra 94,16 reais por tonelada de resíduo.
A capital paranaense, que tem quase 2 milhões de habitantes (1,77 milhão, segundo estimativa do IBGE), apresenta um cenário no qual, diariamente, mais de 1,3 mil toneladas de resíduos são produzidos. Por mês, o valor chega a mais de 44 mil toneladas.
44 mil toneladas de lixo equivalem a aproximadamente 440 elefantes adultos. Isso é o suficiente para formar uma fila de elefantes que daria a volta ao mundo duas vezes.
Segundo os dados da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em 2023, 30% do material reciclável vai para o aterro. Os dados apontam também que a coleta de resíduos recicláveis do caminhão “Lixo que não é lixo” representa 12,800 mil toneladas, já o “Câmbio Verde” chega a 9,900 mil toneladas por mês.
A limpeza urbana do município é custeada pelos impostos cobrados, dentre eles o IPTU.
Segundo o especialista em descarte de resíduos Elias Belco, Curitiba não cumpre com as normas da legislação que se dá em 5 etapas: coleta, transbordo, transporte, triagem, tratamento e disposição final. “Curitiba não faz tratamento e o lixo é enterrado em um aterro na Fazenda Rio Grande. Pulamos da terceira etapa prevista pela PNRS para a última, sem a realização do tratamento”, disse Belco. O especialista ainda afirmou que se Curitiba adotasse usinas de triagem de lixo, a economia seria de R$ 44 milhões por ano, com criação de 6 mil empregos.
Além da adoção de usinas de triagem, ressalta-se que incentivar a reciclagem e a compostagem entre a população é fundamental.. Essas ações são essenciais para reduzir a quantidade de lixo que é enviado para o aterro sanitário.
Vamos falar sobre os impactos ambientais de cada destino, e também as medidas que Curitiba vem adotando.
Acompanhe a linha do tempo dos aterros sanitários de Curitiba: